quinta-feira, 28 de julho de 2016

A laranja

Aos sete anos de idade, eu desejava muito estudar violino e mamãe, com algum sacrifício, comprou o instrumento e contratou um professor para mim.
Após algumas semanas, vi que não conseguia executar nenhuma melodia e que tinha de fazer exercícios por horas intermináveis.
Então eu disse a minha mãe que havia desistido e ia abandonar o estudo.
Morávamos um pouco distante da cidade e foi enquanto caminhávamos - ela fora me buscar ao término de uma das aulas - que eu lhe expliquei o motivo do meu desânimo.
Por acaso passávamos pela casa de uma pessoa amiga que possuía um formoso pomar.
- Veja, disse minha mãe, que frutas maravilhosas!
O espetáculo incendiou a minha imaginação infantil. Havia maçãs, peras, laranjas. Os galhos pendiam de tão carregados.
- Você gostaria de experimentar uma? Mamãe me perguntou.
- Oh! Gostaria sim. Aquela laranja grande e amarela como gema de ovo.
- Pois então pegue-a.
- Mas eu não posso, por causa da cerca. Além do mais, será que a dona do pomar vai permitir?
- É mesmo. Você tem razão. Falaremos com ela.
Minha mãe chamou-a e ela consentiu, dizendo:
- O portão do pomar fica ali adiante. É só vocês darem a volta.
Mamãe agradeceu e nós subimos até o pequeno portão, que ela abriu. Corri, colhi a laranja e voltei alegremente, com ela na mão. Então mamãe me disse:
- Está vendo? Para saborearmos os frutos apetecidos é necessário gastar algum tempo e caminhar, dar algumas voltas. Aquilo que realmente desejamos quase nunca está ao alcance de nossas mãos. Você vai ver que será assim durante toda a sua vida...
Imediatamente veio-me à cabeça a história do violino.
Voltei às aulas e aos exercícios, até que fui capaz de executar as minhas melodias prediletas.
E, ao longo de toda minha vida, guardei a lição de minha mãe quanto à necessidade de se empregar o tempo e dar as voltas precisas para alcançar os objetivos.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

RECOMEÇAR É PRECISO

Recomeçar é preciso...

© Letícia Thompson

Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre. Ou quase. E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.

Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta. Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança. Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas.

A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante freqüência... nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos.

A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos.  E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se.

Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com
naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.

Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando?

A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes.

Avança!

Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Ninguém é uma ilha

 © Letícia Thompson


Colhemos o que plantamos. Precisamos estar conscientes que tudo o que fazemos tem uma repercursão um dia ou outro.

Mas colhemos também o que não plantamos. Como estamos nessa terra imensa que gira, gira e sempre volta ao mesmo lugar, colhemos o que plantam outras pessoas, feliz e infelizmente.

Colhemos o que plantam nossos filhos, pais, amigos... e a sociedade de forma geral. Todos os caminhos que escolhemos geram mudanças nas vidas de outras pessoas e vice-versa.

Se fôssemos uma ilha, tudo estaria centrado em nós. Teríamos o mundo em volta e sobreviveríamos. Mas não... não somos uma ilha e precisamos uns dos outros.

Uma ilha, por mais bela que seja, isolada no meio de um oceano, sem dar e sem receber, não passa de uma ilha solitária.

Não podemos viver sós, a sós, só pensar em nós. Não fomos feitos pra isso. Precisamos de amor, compreensão, do dar e receber, de mãos estendidas e precisamos compartilhar.

O convívio com outras pessoas é enriquecedor e acontece de ser também cheio de desapontamentos, o que nos faz crer que seria melhor evitar relacionamentos.

Muitas vezes é justamente quando alguma coisa dói em nós que nos sentimos vivos. Percebemos que ainda temos sensibilidade, emoções que se afloram e nos fazem até chorar, mas são elas que dão sentido à nossa vida.

Precisamos sentir a vida e os corações que pulsam dentro dela, provar do amargo e do doce e ter a certeza de não estarmos sós.

A solidariedade é a ponte que vai nos ligando uns aos outros, como uma grande corrente onde mãos se tocam e se sustentam e dizem ao mesmo tempo: "preciso de você" e "pode contar comigo."

quarta-feira, 20 de julho de 2016

BON JOVI ALWAYS ( TRADUÇÃO)

BON JOVI ALWAYS ( TRADUÇÃO)

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terça-feira, 19 de julho de 2016

A história dos dois videntes
Pressentindo que seu país em breve iria mergulhar numa guerra civil, o rei chamou um dos seus melhores videntes, e perguntou-lhe quanto tempo ainda lhe restava viver. 
- Meu adorado mestre, o senhor viverá o bastante para ver todos os seus filhos mortos.
Num acesso de fúria, o rei mandou imediatamente enforcar aquele que proferira palavras tão aterradoras. Então, a guerra civil era realmente uma ameaça! Desesperado, chamou um segundo vidente.
- Quanto tempo viverei? Perguntou, procurando saber se ainda seria capaz de controlar uma situação potencialmente explosiva.
- Senhor, Deus lhe concedeu uma vida tão longa, que ultrapassará a geração dos seus filhos, e chegará a geração dos seus netos.
Agradecido, o sultão mandou recompensá-lo com ouro e prata. Ao sair do palácio, um conselheiro comentou com o vidente:
- Você disse a mesma coisa que o adivinho anterior. Entretanto, o primeiro foi executado, e você recebeu recompensas. Por quê?
- Porque o segredo não está no que você diz, mas na maneira como diz.
Sempre que precisar disparar a flecha da verdade, não esqueça de antes molhar sua ponta num vaso de mel.



sexta-feira, 15 de julho de 2016

A GRAVIDEZ DE UM PAI

A gravidez de um pai não se dá nas entranhas, mas fora delas.
Ela se dá primeiro no coração, onde o sentimento de paternidade é gerado.
Um desejo de ser e de se ver prolongado em outra vida que seja parte de si mesmo, mas com vida própria. Imagino que deve ser frustrante a princípio.
Durante toda a espera, um pai é um pai sem experimentar o gosto de ser, sem os inconvenientes de uma gravidez, mas também sem as lindas emoções que tanto mexem com a gente.
E quando ele sente pela primeira vez a vida que ajudou a gerar, tudo toma outra forma.
Ele sente um chute e se diz já que este será um grande jogador de futebol.
E muitas vezes se surpreende e se maravilha quando vê uma princesinha que sabe chutar tão bem.
Mas tanto faz. Está ali um sonho que se torna palpável.
E um parto de um pai se dá quando ele pega pela primeira vez sua criança nos braços, quando ele se vê em características naquele serzinho tão miudinho que nem se dá conta ainda que veio ao mundo e que se tornou o mundo de alguém. E os sentimentos e emoções se atropelam dentro dele. E ele sente que, à partir desse instante, a vida nunca mais será a mesma.
E ele precisa olhar dez, cem, mil vezes para acreditar que tudo não passa de um sonho.
E geralmente há um enorme sentimento de orgulho que toma posse dele.
Assim se forma um pai. Pronto para ensinar tudo o que aprendeu da vida, um dia ele descobre que não sabe realmente muito, que na verdade aprende a cada instante.
Diante da sua criança ele se torna um adulto vulnerável e acessível.

E vai gerando, pouquinho a pouquinho, dentro de si mesmo, a arte de se tornar um pai.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

O morro

- Não consigo subir nesse morro... Disse o menino.

É impossível. O que vai me acontecer?

Vou passar a vida inteira aqui no pé do morro. É terrível demais.

- Que pena! Disse a irmã. Mas olhe maninho!

Descobri uma brincadeira ótima!  Dê um passo e veja se consegue deixar uma pegada bem nítida na terra. Olhe só para a minha!  Agora, veja se você consegue fazer uma tão boa assim!

O menino deu um passo: A minha está igual!

Você acha?...Disse a irmã.  Olhe a minha, de novo, aqui.

Eu faço mais forte que você, porque sou mais pesada e por isso a pegada fica mais funda.

Tente de novo.

Agora a minha está tão funda quanto a sua!... Gritou o menininho. . Olhe!  Esta e esta estão mais fundas!

É, está muito bom mesmo... Disse a irmã... Mas agora e a minha vez, deixe-meeu tentar de novo e vamos ver!

Eles continuaram, passo a passo, comparando as pegadas e rindo da nuvem de poeira cinzenta que lhes subia por entre os dedos descalços.

Ei. ...Disse o menininho...  Nós estamos no alto do morro!


Nossa. Disse a irmã... Estamos mesmos...!

quarta-feira, 13 de julho de 2016

A Existência da Vida

Quando sentir vontade de sorrir, olhe para uma criança e veja que sorriso lindo que ela tem.
Quando sentir vontade de chorar, olhe para um deficiente e veja que sorriso belo que ele tem apesar de sua deficiência.
Quando se sentir triste, olhe para trás, e veja quantas coisas boas você construiu.
Muitas vezes, deixamos de olhar para as coisas mais simples da vida, que nos dão prazer, para nos apegar a coisas fúteis sem nenhum valor.
Quando se sentir só, pense em Deus, e você não estará mais só.
Quando alguém te magoar, não retribua, apenas deseja que ele seja feliz.
Quando um mau pensamento surgir, ore, e você terá a bênção do céus.
Colhe todos os sentimentos  bons que você tem e coloquem em um só versículo e leia com atenção, e você vai sentir a força das palavras bem ditas.
Quando você pensar em não mais existir, lembre se, você não tem esse poder.
Quando você pensar que tudo se acabou, é porque você não olhou a luz que veio lá de cima, para te cobrir.
A existência faz parte da vida.
Se há vida, então existimos.
Se existimos, é porque há vida!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

A criança e a timidez

A criança e a timidez Quem já vivenciou a experiência de sentir os filhos agarrados em seus braços, envergonhados de responder a um cumprimento ou com medo de participar de uma festinha, sabe como é complicado conviver e viver a timidez. Muitos pais não sabem como lidar com o comportamento da criança tímida e, talvez, por desconhecerem as causas da timidez, repreendem, rotulam seus filhos ou assumem posturas que reforçam ainda mais a insegurança da criança. O medo da crítica e a rigidez excessiva consigo podem gerar crianças inseguras, com baixa auto-estima, que acreditam ser necessário atingir a perfeição para serem aceitos por seus pares. É comum encontrarmos crianças com as mãozinhas geladas, suando frio, escondendo-se pelos cantos, isolando-se de todos. Estes são alguns sinais que denunciam muitas vezes a criança tímida que encontra dificuldades para relacionar-se, preferindo brincar sozinha e recusando-se a ir à escola quando inicia o período letivo, uma vez que toda situação nova é altamente desafiadora e desconfortável para esta criança. Perguntar algo ao professor é um drama; responder a questões orais é um verdadeiro sacrifício, pois o medo de errar e a sensação de vergonha de uma possível crítica afastam qualquer tentativa de participação na aula. Daí a necessidade de receber segurança, carinho e estímulo de professores e pais que, ao evitar comparações e rotulações, auxilia a criança a entender seus sentimentos e a superar inseguranças. Geralmente aos três anos a criança começa a sinalizar uma aparente timidez e, se receber ajuda no período inicial, poderá superar seus temores, porém quando vive em um ambiente superprotetor, onde é privada de fazer suas próprias descobertas, acertando ou errando, e a dependência é privilegiada, o processo pode ser mais difícil, uma vez que qualquer mudança em sua rotina, que exija iniciativa ou ação, poderá gerar frustração por não conseguir expressar-se em situações novas sem aprovação e direcionamento. Quando a criança é forçada a fazer o que não quer, desqualificando seus interesses, ou quando o nível de exigência dos adultos for acima de seus limites, a tendência é que a mesma retraia-se cada vez mais e procure o isolamento. Fortalecer a auto-estima da criança tímida, valorizando suas ações, conquistas e habilidades, motivando o convívio social com amiguinhos mais próximos, viabilizando diálogos constantes, mostrando que ela é capaz e principalmente mostrando que ela é amada acertando ou não, são atitudes importantes que auxiliam a superar o problema.